sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SOMOS TODOS DE CARNE

Não imagina uma refeição sem carne? Então é melhor se informar e comer melhor23.08.2011 | Texto: Lia Hama
David Sayeg/ www.flickr.com/davidyesai
Comer carne, um ato aparentemente banal, traz uma série de implicações para a saúde das pessoas, o meio ambiente e o bem-estar dos animais que muitas vezes nem passam pela cabeça de quem consome. Mas nem tudo está perdido... Ainda. informe-se e coma melhor
Quando compramos uma bandeja de carne no supermercado ou pedimos um inocente hambúrguer, pouca gente se dá conta de que ali está um pedaço de um animal. E que aquela refeição tem cada vez mais impacto no meio ambiente. Foi-se o tempo em que a maioria da carne vinha de fazendas onde os animais eram criados soltos e podiam, bem ou mal, viver como sua espécie deveria viver. O que comemos hoje na maior parte é fruto de uma criação em escala industrial, na qual os animais são geneticamente preparados, têm a mobilidade restrita em confinamentos superlotados e estressantes e recebem uma dieta carregada de aditivos. A produção, o tratamento e o abate muitas vezes são feitos de maneira cruel e dolorosa. Informações que passam bem longe de cardápios e rótulos. “A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra”, diz Jonathan Safran Foer no livro Comer animais (ed. Rocco), em que relata como funciona a produção da carne em escala industrial. Como muitos que decidiram explorar o assunto, virou vegetariano convicto. A seguir, reunimos dados que mostram o que está por trás dos pedaços de animais oferecidos em restaurantes e supermercados. Não consegue, nem quer, viver sem carne? Tudo bem. Mas é bom que saiba o que isso significa. Para você e para o resto do planeta.
 Cérebro de porco
Angelo Christo/ Corbis/ Latinstock
Cérebro de porco

Considerados bichos inteligentes e sensíveis, os porcos têm um grau mais alto de autoconsciência e maior capacidade de interação do que certos humanos com lesões cerebrais ou em estado de senilidade.
Porcos têm linguagem. Com frequência atendem quando são chamados (pelos humanos e pelos outros porcos), gostam de brinquedos (e têm seus favoritos) e são capazes de jogar videogames com controles adaptados aos focinhos.
Porcos de granja normalmente são abatidos quando chegam a cerca de 100 kg. Se continuassem a viver, poderiam passar dos 350 kg.
Por conta própria, os leitões tendem a ser desmamados com cerca de 15 semanas, mas nas granjas industriais eles são desmamados com 15 dias. Com essa idade, não conseguem digerir direito comida sólida, por isso recebem remédios contra diarreia.
Uma série de antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos na comida dos animais mantém a maioria deles viva até o abate, a despeito das condições de higiene e confinamento em que são mantidos.
Não é incomum porcos aguardando o abate terem ataques cardíacos ou perderem a capacidade de se locomover.
Com 38 milhões desses animais, o Brasil é o quinto maior produtor de carne suína do mundo, atrás de China, EUA, Alemanha e Espanha.
Criações de Porcos em extremo confinamento são laboratórios ideais para o aparecimento de novos vírus que podem nos infectar. Infectologistas apontam que as criações intensivas de porcos e frangos são as mais perigosas fontes de vírus potencialmente letais aos humanos.
 Atum
Lester Lefkowitz/ Corbis/ Latinstock
Atum

A pesca de atum provoca a morte de outras 145 espécies capturadas por acidente, incluindo baleias, tubarões, arraias e tartarugas. Para produzir cada prato de sushi de atum é necessário outro prato de 1,5 m de diâmetro para conter todos os animais que foram mortos “sem querer” durante a pesca.

De cada dez atuns, tubarões e outros grandes peixes que viviam nos oceanos há cem anos sobrou apenas um. Muitos cientistas preveem o colapso de todas as espécies - alvos de pesca em menos de 50 anos.

Antigamente os pescadores localizavam os cardumes de atum e então os puxavam no braço, um por um, com vara, linha e gancho. Hoje isso é passado, são usadas pesca de arrastão ou espinhel.

1,4 bilhão de anzóis são lançados por ano com espinhel (em cada um é usado como isca carne de peixe, lula ou golfinho).

Quase todos os peixes e frutos da pesca hoje contêm traços de mercúrio, metal tóxico que se acumula no organismo dos animais (humanos também) e pode afetar o sistema nervoso e causar demência. O risco varia de acordo com a quantidade e a espécie de peixe consumida.

Quanto maior o peixe e quanto mais tempo ele tiver de vida maiores são as chances de acumular o metal. Segundo a FDA (agência que controla alimentos e medicamentos dos EUA), tubarão, peixe-espada e cavalinha são espécies que devem ser evitadas.

A maioria do salmão que comemos vem da aquicultura. Uma fonte de problemas nessa atividade é a presença abundante de parasitas que prosperam em águas não correntes – em número 30 vezes maior do que o normal.
 
Elohim Barros/ www.flickr.com/elohimbarros

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e possui o segundo maior rebanho, com 205 milhões de bois e vacas – mais do que um animal por habitante. O rebanho só fica atrás do da Índia, onde é proibido matar vacas.
A pecuária é a causa número um das mudanças climáticas. Estudos da ONU apontam que o setor é responsável por 18% das emissões de gás estufa, 40% a mais que todos os meios de transporte do mundo – carros, caminhões, trens e navios – juntos.
O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases de efeito estufa, principalmente por causa das queimadas e do desmatamento da Amazônia. A criação de bovinos é responsável por 80% do desmatamento da floresta brasileira, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Nos anos recentes, a cada 18 segundos 1 hectare da Amazônia foi convertido em pasto.
O maior consumidor mundial de carne bovina são os Estados Unidos, seguidos de União Europeia e Brasil. Segundo o IBGE, cada brasileiro consome em média 34,7 quilos de carne bovina por ano.
Para produzir 1 quilo de carne de boi são necessários 15 mil litros de água. A produção de 1 quilo de arroz consome 3 mil litros de água.
Por meio de arrotos e flatulências, o boi libera metano, um gás com potencial de efeito estufa 20 vezes maior do que o dióxido de carbono.
Um dos principais alvos de críticas dos grupos de defesa dos animais é a produção da vitela, a carne de bezerros. Sua maciez e brancura vêm do fato de que os animais são alimentados apenas com leite e criados em baias minúsculas, que os impedem de se locomover e criar músculos.
 
The Scruffy Dog Barkery

Produtores de ovos muitas vezes manipulam a comida e a luz a fim de aumentar a produtividade. O objetivo é reprogramar o relógio biológico das galinhas para que comecem a pôr os ovos mais cedo. Galinhas criadas em escala industrial põem mais de 300 ovos por ano – duas ou três vezes mais do que na natureza.
A maioria dos filhotes machos das galinhas poedeiras é destruída por não terem “valor comercial”. Boa parte dos pintinhos é sugada por canos até uma placa eletrificada. Outros são enviados para trituradores.
Na produção industrial, a galinha não é criada de forma livre – não pode andar, ciscar e reproduzir seu comportamento natural. Muitas vezes até quatro animais são colocados numa mesma gaiola de meio metro quadrado. O estresse do confinamento e da superlotação provoca o canibalismo. Para não correr o risco de uma galinha devorar a outra, os bicos são cortados desde cedo.
Assim como os porcos, aves criadas dessa forma industrial são focos para o aparecimento de novos vírus que podem infectar o homem.
As galinhas de antigamente tinham uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, mas o frango de corte moderno é abatido em seis semanas.


O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, atrás dos EUA e da China. Em 2009 foram abatidos 4,7 bilhões de frangos no país.

9 produtos que contém ingredientes vindos de animais (e você nem sabia)


Segundo a OFAC (Conselho de Pecuária de Ontário, no Canadá), dos animais presentes na alimentação humana, 45% é utilizado para fabricar artigos não-comestíveis.
Confira essa lista:

Sacos Plásticos

Muitos tipos de plástico, inclusive os sacos de supermercado, contém um ingrediente que diminui o efeito estático que o material pode causar: gordura animal. Mais um motivo para usar uma ecobag.

Pneus de carro e de bicicleta

Para se certificar que seu meio de transporte é livre de produtos animais, cheque se o fabricante utiliza a versão vegetal do ácido esteárico, usado para conservar a forma do pneu sob atrito intenso. Segundo lista do fórum de Malhação Vegana (em inglês), a Michelin é animal-free.

Cola de madeira usada em instrumentos musicais

Aparentemente, a cola feita com ossos e tecido conjuntivo cozidos é o melhor adesivo para fixar violinos, pianos e outros instrumentos musicais feitos de madeira. Além disso, ela também é usada pelos carpinteiros para colar mesas, portas, armários… Existe uma cola sintética, mas, para saber qual foi utilizada, só perguntando ao fabricante.


Biocombustível

Pensa que só existe álcool de cana de açúcar e biodiesel de óleo de mamona? Ele também pode ser feito com gordura de carne de boi e de frango. Bizarro.


Fogos de artifício

Além de fazerem mal para o meio ambiente (a fumaça polui o ar e carrega metais tóxicos, que contaminam o solo e a água), eles também têm ácido esteárico em sua fórmula – e não dá pra saber se eles são de origem animal ou vegetal…


Amaciador de roupas

Ele contém dihydrogenated tallow dimethyl ammonium chloride em sua fórmula. Esse derivado da amônia vem das ovelhas, cavalos e vacas. Melhor ficar com as roupas menos macias.


Shampoo e condicionador

Sim, eles contém mais de 20 ingredientes vindos de animais! “Pantenol”, “aminoácidos” e “vitamina B”, por exemplo, podem ter origem animal ou vegetal. A melhor forma de saber com certeza é procurando marcas veganas. 


Pasta de dentes

A glicerina, também presente no shampoo e condicionador, pode ter origem animal e vegetal. Tente marcas veganas.


Açúcar branco e mascavo

Por essa você não esperava! Algumas marcas utilizam cinzas purificadas feitas com ossos no refinamento do açúcar. Há como fazer o mesmo processo com carbono granulado ou um sistema de troca de íons. Opte por açúcar cristal orgânico, se ficar na dúvida.


adaptado daqui: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/9-produtos-que-contem-ingredientes-animais-em-sua-formula-e-voce-nem-sabia/?utm_source=+redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=+redesabril_super

terça-feira, 17 de setembro de 2013

NÃO SOMOS CARNÍVOROS?

Nossa anatomia, fisiologia, bioquímica e psicologia todos indicam que não somos carnívoros. Animais que sobrevivem com as carnes de outros animais, normalmente comem suas carnes cruas diretas da carcaça, com gosto. Carnívoros consomem a maior parte do animal, não somente a carne, mas também consomem os músculos, bem como órgãos, sangue fresco e outros fluidos corporais com vontade. Eles se deliciam com as suas tripas e seus conteúdos parcialmente digeridos. Até mesmo esmagam, quebram e comem pequenos ossos, tutano e cartilagens .

Muitos de nós amamos animais como criaturas amigas na terra. Não salivamos com a ideia de esmagar a vida de um coelho com nossas mãos e dentes e nem ao pensamento de comer um ser em estado fresco, após o abate repulsivo. Certamente não gostamos de mastigar ossos, cartilagens, entranhas, pedaços grossos de gordura e carne crua, seus cabelos e vermes que inevitavelmente acompanham. Não podemos imaginar chupar o sangue quente, encharcando nossos rostos, mãos e corpos. Esses comportamentos são alienígenas a nossa disposição natural e são verdadeiramente doentios.

A vista e cheiro de um matadouro ou até mesmo um talho são aqueles de morte. Muitas pessoas acham indescritivelmente repugnante. Matadouros são tão repulsivos para a maioria das pessoas, tanto que a sua visitação é proibida. Até os trabalhadores acham que as condições de um matadouro impossíveis para se sentir bem. Matadouros tem a maior taxa de rejeição de emprego de toda a indústria. Comer carne não se encaixa em nossos conceitos de bondade e compaixão. Não existe modo humano de matar outra criatura.

Nós autorizamos a matança de carne, mudando o nome dos alimentos do que realmente são para algo mais aceitável. Não comemos a vaca, porco ou ovelha, ao invés disso comemos o fiambre, o bife, as febras, costeleta, o presunto, chouriço, bifanas. Não falamos em comer o sangue ou a linfa, mas salivamos com a idéia de comer um bife "mal passado". 


                                                           HUMANOS VS CARNÍVOROS


A lista a seguir é uma lista incompleta das maiores diferenças entre humanos e criaturas carnívoras.

Andar: Nós temos duas mãos e pés e andamos eretos. Todos os carnívoros têm quatro patas e fazem sua locomoção usando as quatro.

Caudas: Carnívoros tem caudas.

Língua: Apenas os verdadeiros animais carnívoros têm línguas grossas (ásperas). Todas as outras criaturas tem línguas suaves.

Garras: Nossa falta de garras para rasgar a pele e a carne torna esta tarefa extremamente difícil. Possuímos unhas retas e muito mais fracas ao invés das garras.

Polegares Opostos: Nossos polegares opostos nos fazem extremamente equipados para coletar uma refeição de frutas em questão de poucos segundos. A maioria das pessoas faz o processo sem esforço algum. Tudo o que temos a fazer é pegar. As garras dos carnívoros permitem que eles peguem nas suas presas em questões de segundos também. Não podemos pegar ou rasgar a pele ou carne de um veado ou de um urso, mais do que um leão poderia pegar mangas ou bananas.

Nascimento: Humanos dão a luz a uma criança de cada vez. Carnívoros normalmente dão a luz a ninhadas.

Formação do Cólon: Nossos cólons enrolados são bem diferentes em formação dos suaves cólons dos animais carnívoros.

Trato intestinal: nossos tratos intestinais medem aproximadamente doze vezes o comprimento de nossos torsos (em torno de 9 metros). Isso permite a absorção de açucares e outros nutrientes que provém da água das frutas. Em oposição o trato digestivo dos carnívoros é apenas três vezes o comprimento do seu torso. Isso é necessário para evitar o apodrecimento e decomposição da carne dentro do animal. O carnívoro depende de secreções altamente ácidas para facilitar a rápida digestão e absorção em seu tubo bem curto. Ainda assim, a putrefação de proteínas e as gorduras rançosas são evidentes em suas fezes.

Glândulas mamárias: as tetas múltiplas nos abdomens dos carnívoros não coincidem com o par de glândulas mamárias no peito dos humanos.

Sono: Humanos passam em média dois terços de cada ciclo de 24 horas acordados. Carnívoros tipicamente dormem e descansam de 18 a 20 horas por dia e algumas vezes mais.

Tolerância a micróbios: A maioria dos carnívoros pode digerir micróbios que seriam mortais para os humanos, tais como os que causam botulismo.

Perspiração. Humanos suam através dos poros pelo corpo inteiro. carnívoros suam através das suas línguas apenas.

Visão: Nosso sentido da visão responde a todo o espectro de cores, tornando assim possível nossa distinção entre frutas maduras e não maduras a distância. Carnívoros tipicamente não vêem todos os aspectos de cores.

Tamanho da refeição: Frutas são do tamanho certo da nossa necessidade alimentícia. Cabem na nossa mão. Uma porção de fruta é o suficiente para uma refeição, não causando desperdício. Carnívoros normalmente comem o animal inteiro quando eles o matam.

Bebendo: Se precisamos de beber água, podemos sugar com nossos lábio, mas não podemos empurrá-la para dentro. As línguas dos carnívoros são protuberantes para fora a fim de poderem jogá-la para dentro, quando precisam beber.

Placenta: Temos uma placenta em forma de disco, enquanto os carnívoros têm uma placenta zonária.

Vitamina C: Carnívoros produzem a sua própria vitamina C. Enquanto para nós a vitamina C é um nutriente essencial que precisamos obter através da nossa prórpia comida.

Movimento da mandíbula: Nossa habilidade de moer nossos alimentos é unica dos herbívoros. Carnivoros não possuem o movimento lateral de suas mandíbulas.

Fórmula dentárias: Os mamalogistas usam um sistema chamado de "fórmula dentária" para descrever a disposição dos dentes em cada quadrante da mandíbula da boca de um animal. Isso se refere ao numero de incisivos, caninos e molares em cada um dos quatro quadrantes. Começando do centro e movendo-se para fora, nossa fórmula é a da maioria dos antropoides, é 2/1/5. A fórmula dentária dentária carnívora é 3/1/5 a 8.

Dentes: Os molares de um carnívoro são pontudos e afiados. Os nossos são primariamente retos, para triturar os alimentos. nosso dente "canino" não espelha nenhuma semelhança com verdadeiras presas. Nem temos uma boca cheia deles, como um verdadeiro carnívoro tem. 

Tolerância a gordura: Nós não conseguimos lidar com mais do que pequenas quantidades de gordura também. Carnívoros prosperam em uma dieta híper-lipídica.

Saliva e Ph da urina: Todas as criaturas que se alimentam de plantas (incluindo humanos saudaveis) mantém a saliva e a urina alcalina a maior parte do tempo. A saliva e a urina dos animais carnívoros, entretanto é ácida.

Ph da dieta: Carnívoros prosperam em uma dieta de alimentos acidificantes, enquanto tal dieta para humanos seria mortal, abrindo o caminho para uma grande variedade de doenças. Nossos alimentos prediletos são alcalinizantes.

Ph ácido do estômago: O nível do ph dos ácidos clorídricos que os humanos produzem no estomago geralmente varia entre 3 a 4 vezes ou mais, mas podem ir tão baixo quanto 2.0 (0= mais ácido, 7= neutro, 14= mais alcalino). O ácido estomacal de gatos e outros carnívoros pode ficar no alcance entre 1 e normalmente fica em 2. Por causa da escala do ph ser logarítmica, isso significa que o ácido estomacal de um carnívoro pode ser 10 vezes mais forte do que um humano e pode chegar a 100 vezes mais ou até mesmo 1000 vezes mais forte.

Uricaze: Carnívoros verdadeiros secretam uma enzima chamada uricase para metabolizar o ácido úrico na carne. não secretamos essa substancia e então precismos neutralizar esse forte ácido com nossos minerais alcalinos, primeiramente o cálcio. o resultado deste cálcio forma pedras nos rins e é um dos muitos patogênicos do consumo de carne, nesse caso criando ou contribuindo para a gota, artrite, reumatismo e bursite.

Enzimas digestivas: Nossas enzimas digestivas são feitas para facilitar a digestão de frutas. produzimos a amilase pancreática - também conhecida como "amilase salivar" -para iniciar a digestão de frutas. Animais comedores de carne não produzem esta enzima e tem níveis de enzimas digestivas completamente diferente das nossas.

Metabolismo do açúcar: A glucose e a frutose nas frutas abastecem nossas células sem forçar nossa pâncreas (a não ser que comêssemos uma dieta hiper-lipídica). Carnívoros não lidam com açucares facilmente. Eles são propensos a diabetes, se comerem uma dieta predominante de frutas.

Flora intestinal: humanos têm colonias de bactérias (flora) vivendo em seus intestinos diferentes do que aquelas encontradas nos animais carnívoros. Aquelas que são similares, tais como lactobacilus e a Escherichia coli são encontradas em diferentes quantidades em intestinos de herbívoros comparadas com as dos carnívoros.

Tamanho do fígado: Carnívoros tem figados maiores proporcionalmente ao seu tamanho corporal comparados aos humanos.

Limpeza: Somos de todas as criaturas que particularmente tem um aspecto de limpeza em nossos alimentos. Carnívoros são os menos e comem terra, insetos, dejetos orgânicos e outras coisas, que venham em cima de seu alimento.

Apetite natural: Nossa boca saliva com a visão e cheiros de uma mercearia de frutas. Esses são alimentos vivos, a fonte da nossa sustentação. Mas o cheiro de animais geralmente nos dá náuseas. A boca dos carnívoros saliva, ao ver a presa, e eles reagem no cheiro de animais como se sentissem a comida.


Fonte: "The 80/10/10 diet" - Dr. Douglas Graham

terça-feira, 20 de agosto de 2013

GALINHAS: MAIS INTELIGENTES QUE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS


 The author, with Catalina, a very bright bird.
Jo-Anne MCArthur


Friedrich: Galinhas vêm quando chamamo-las pelo nome, fazem contas e muito mais. Devemos realmente comê-las? 

Na Farm Sanctuary, temos vindo a prestar cuidados ao longo da vida para frangos há mais de 25 anos, e temos vindo a entendê-los como indivíduos com interesses, desejos e personalidades - assim como os cães e gatos que a maioria dos americanos conhece um pouco melhor.

Alguns são tímidos, outros gregárioS. Como os cães, eles sabem seus nomes e eles vêm quando são chamados.

Nós temos vindo a partilhar as nossas histórias de frangos durante décadas, mas agora, pesquisadores da Universidade de Bristol provaram cientificamente o que nós sabemos por experiência própria - que as galinhas podem muito bem ser os animais mais inteligentes do curral. Em alguns testes científicos, elas superam crianças humanas.

Isso mesmo: em vários testes de sofisticação cognitiva e comportamental, as galinhas não superam apenas cães e gatos, mas crianças humanas de quatro anos de idade.

Explica a Dra. Christine Nicol da Universidade de Bristol, autora do artigo de revisão intitulado The Hen inteligente (A galinha inteligente), estudos ao longo dos últimos 20 anos ... revelaram a suas capacidades sensoriais finamente afiada, sua capacidades de pensar, fazer inferências, aplicar a lógica e planejar com antecedência. "

O documento inclui dezenas de exemplos da complexidade cognitiva, comportamental e emocional em galinhas-exemplos de animais que exibem capacidades que não podem ser explicados por simples instinto.

Como apenas alguns exemplos:

Galinhas exibem "flexibilidade comportamental." Por exemplo, às galinhas foram dadas alimentos saborosos e intragáveis em tigelas de cores diferentes. Em seguida, os pesquisadores ofereceram comida para os filhotes de galinha, mas as cores para os bons e maus alimentos foram trocados. As galinhas advertiram seus filhotes a não comerem o que elas pensavam ser a comida ruim.

Nicol, explica: "Para avaliar a escolha de alimentos dos pintos, relacioná-la com o que ela sabe, e incentivar os filhotes para mudar a sua preferência alimentar exige grande capacidade cognitiva, como a galinha deve sintetizar todas essas informações e responder em um cenário que ela não tenha encontrado antes. "

Galinhas também tem a capacidade de adiar a gratificação, o que mostra uma capacidade de "perceber e processar tempo e aplicar este à sua situação atual , bem como para demonstrar  "auto-controlo".

Em um experimento, os frangos foram ensinados que, se eles recusarem a recompensa alimentar no presente, eles vão receber mais comida mais tarde. Noventa e três por cento dos pássaros optaram por esperar algo que os humanos também fariam.

Nicol oferece dezenas de exemplos que mostram que as galinhas têm capacidades complexas no que diz respeito à empatia, navegação, comunicação, interação social, inferência transitiva (descobrir que, se A é maior que B e B é maior que C, então A é maior que C) , entendendo "permanência do objeto", e até mesmo aprendendo aritmética básica.

Será que o nosso conhecimento crescente sobre as diversas personalidades e sofisticação cognitiva das galinhas irá mudar a forma como lidamos com elas?

Atualmente, centenas de milhões de aves nos Estados Unidos estão amontoadas em pequenas jaulas onde elas não podem sequer virar-se confortavelmente ou espalhar suas asas, durante a vida inteira. Assim como cães ou gatos em condições similares, sofrem aflição psicológica extrema, e seus músculos e ossos atrofiam.

Há alguma esperança: A legislação aprovada na Califórnia e Michigan, em breve banirá esses sistemas e legislação semelhante está pendente em Massachusetts e Nova York.

Mas, ainda mais importante, poderão americanos fazerem diferentes opções de refeições, uma vez que eles percebam que as galinhas são mais espertas e possuem comportamentos mais complexos do que o cão ou gato da família?

Quando Cameron Diaz soube que os porcos são mais inteligentes do que crianças humanas de três anos de idade, explicou a Jay Leno que ela teve que parar de comê-los, porque seria "como comer minha sobrinha."

Será que o fato de comer galinhas envolver comer indivíduos não menos únicos e merecedores de nossa compaixão do que o seu cão da família ou gato te incomoda? Se assim for, você pode querer dar uma chance ao vegetarianismo.

Friedrich trabalha para o Farm Sanctuary, uma organização nacional de protecção dos animais.


BY BRUCE FRIEDRICH / NEW YORK DAILY NEWS


Read more: http://www.nydailynews.com/opinion/chickens-smarter-four-year-old-article-1.1428277#ixzz2cFuyHspk



COMO SÃO CRIADOS OS PORCOS

Pensemos na vida de uma porca prenha. A sua incrível fertilidade é a fonte do inferno específico em que vive. Enquanto uma vaca tem apenas um vitelo de cada vez, a moderna porca parideira industrial tem, amamenta e cria uma média de 9 bácoros.




 A porca será invariavelmente mantida prenhe o mais possível, quase toda vida. Depois de os leitões terem sido desmamados, uma injeção de hormonas fará com que a porca fique rapidamente pronta para ser inseminada artificialmente em apenas 3 semanas. Quatro em cada cinco vezes,a porca vai passar as dezasseis semanas de gravidez limitada a uma "gaiola de gestação", tão pequena que o animal nem é capaz de se virar. 





Clarified – What are gestation crates?


A densidade óssea vai reduzir-se devido à falta de movimento. Não vai ter cama e muitas vezes, por raspar nas grades, desenvolve chagas escuras cheias de pus do tamanho de moedas.




Mais grave e abrangente é o sofrimento provocado pelo enfado e pelo isolamento, e pela frustração do poderoso instinto da porca para se preparar para os bácoros que vem a caminho. Em estado natural, a porca passaria grande parte do tempo antes do parto a forragear e finalmente iria construir ninho com erva, folhas ou palha. Para evitar um ganho excessivo de peso e para reduzir ainda mais os custos com a alimentação, a parideira enjaulada verá o alimento ser-lhe limitado e muitas vezes passa fome. Os porcos apresentam a tendencia inata para usar zonas separadas para dormir e para defecar, algo completamente impossível quando confinados. Tal como a maioria dos porcos nos sistemas industriais, as porcas prenhes tem de deitar-se ou andar sobre os seus excrementos, para as forçar a atravessar o piso gradeado.




Quer sejam mantidas em gaiolas de gestação ou em pequenos currais durante a gravidez, quando dão à luz serão sempre confinadas a uma gaiola tão restritiva como a gaiola de gestação. Um trabalhador disse ser necessário "dar cargas de porrada (às vezes com barras de ferro), para as enfiar nas gaiolas, porque elas não querem entrar.




Um estudo do Comité Científico Veterinário da Comissão Europeia documentou que os porcos em gaiola revelam ossos enfraqucidos, riscos acrescidos de lesões nas pernas, problemas cardiovasculares, infecções urinárias e uma redução tão severa na massa muscular que a capacidade para o porco se seitar fica afetada.




 Outros estudos indicam que a genética deficiente, a falta de movimento e a má nutrição deixam 10 a 40% dos porcos com fragilidades estruturais, devido a problemas com fraqueza de joelhos, pernas arqueadas e metatarso varo. 


Muitos porcos enlouquecem por causa da reclusão e roem obsessivamente as grades da gaiola, pressionam continuamente os bebedouros, ou bebem urina. Outros exibem comportamentos de pesar que os cientistas descrevem como "impotência aprendida".




Temos finalmente os leitões, a justificação para o sofrimento das mães. Muitos bácoros nascem com deformações. Entre as doenças congênitas mais comuns incluem-se palato fendido, hermafroditismo,, mamilos invertidos, ausência de ânus, pernas deformadas e hérnias. Durante as primeiras quarenta e oito horas, as caldas e os colmilhos, os dentes caninos muitas vezes usados para morder os outros leitões, são extirpados sem qualquer anestésico, numa tentativa de minimizar os ferimentos infligidos pelos porcos uns aos outros quando competem pelas tetas da mãe.





Também durante esses dois primeiros dias, os bácoros criados na pecuária industrial são muitas vezes injetados com ferro, devido à probabilidade de o crescimento rápido e a reprodução intensiva da mãe ter deixado o leite fraco. No espaço de dez dias os testículos dos machos são arrancados, mais uma vez sem anestésicos. Desta vez o objectivo é alterar o sabor da carne.

Por sua conta, os leitões costumam deixar a teta da mãe por volta das quinze semanas, mas na pecuária industrial, serão desmamados normalmente aos quinze dias. Com este tempo os bácoros não conseguem digerir devidamente os alimentos sólidos, pelo que lhes são dado mais medicamentos para evitar a diarreia.
Os bácoros são depois obrigados a entrar em gaiolas de arame -"creches". Essas gaiolas são empilhadas umas em cima das outras, caindo fezes e urina das gaiolas mais elevadas para cima dos animais que se encontram as mais baixas. Ficam nessas gaiolas o maior tempo possível até serem levados para currais apinhados. Os currais são deliberadamente mantidos cheios porque, não tendo grande espaço para se mexer, queimam menos calorias e engordam com menos alimento.
Apesar das condições a que estão sujeitos, uma barragem de antibióticos, hormonas, e outros produtos farmacêuticos na ração dos animais mantém-nos quase vivos até a altura do abate. As condições úmidas de reclusão, as quantidades atrozes de animais com sistemas imunitários enfraquecidos pelos stress e gases tóxicos dos excrementos e da urina que se vão acumulando tornam estes problemas quase ubíquos  Entre 30 a 70% dos porcos terão algum tipo de infecção respiratória no momento do abate.

Fonte: "Comer Animais" - J.S.:F:

domingo, 11 de agosto de 2013

CUSTOS AMBIENTAIS

Quando se fala de custos ambientais na agropecuária, em grande medida refere-se às quantidades maciças de dejetos. Tanta merda, tão mal gerida, que chega aos rios, lagos e oceanos - matando a vida selvagem e poluindo o ar, a água e a terra de um modo devastador para a saúde humana.
Hoje em dia, uma unidade de produção de suinos produz 3,2 milhões de quilos anuais de estrume, uma unidade típica de produção de frangos de carne produz 3 milhões de quilos e uma unidade de engorda pecuária normal produz mais de 150 milhões de quilos.
O (GAO) General Accounting Office diz que só uma unidade de criação "pode gerar mais desperdícios do que as populações de certas cidades americanas". O poder poluidor do estrume é 160 vezes maior do que os esgotos municipais. No entanto, não há quase infra-estrutura de tratamento de desperdícios para animais de criação - não há casa de banho, obiamente, mas também não há esgotos, não há ninguém que leve os desperdícios para serem tratados e quase não regulamentação federal para o que lhes acontece. O que acontece a esses excrementos?

Só a Smithfield (americana) abate cerca de 31 milhões de animais. Cada porco produz duas a quatro vezes mais excrementos que uma pessoa. Para entender o efeito da libertação desta quantidade de merda para o ambiente é preciso saber qualquer coisa sobre o conteúdo: "amónio, metano, sulfureto de hidrogénio, monóxido de carbono, cianeto, fósforo, nitratos e metais pesados. Além disso os excrementos dos porcos criados na pecuária industrial albergam mais de 100 elementos patogénicos microbianos que podem causar doenças nos seres humanos, entre eles salmonela, criptosporidium, estreptococos e girardia". Outros desperdícios ainda incluem: bácoros nado-mortos, secundinas, bácoros mortos, vómito, sangue, urina, seringas de antibióticos, frascos partidos de insecticidas, pelos, pus e mesmo partes de corpos.
Os escoamentos chegam aos cursos de água e gases venenosos como a amónia e o sulforeto de hidrogénio evapora-se para o ar. Se tudo correr como o planeado, os detritos liquefeitos são bombardeados para "lagoas" imensas, adjacentes às instalações dos porcos. Estas lagoas tóxicas podem cobrir mais de onze mil metros quadrados e chegar a uma profundidade de 9 metros. Mais de uma centena destas latrinas imensas podem circundar um único matadouro. Estudos mostram que essas lagoas de excrementos emitem químicos atmosféricos tóxicos que podem causar problemas inflamatórios, imunitários, irritativos e neuroquímicos nos seres humanos.
Enquanto isso as figuras de poder que mais interessam - nós os consumidores - continuamos passivos. Até agora não exigimos qualquer moratória nacional e muito menos uma dissolução progressiva. Tornamos a Smithfield e outros tão bastados que podem investir centenas de milhões de dólares para expandirem as suas operações para o estrangeiro. Até dada altura com instalações apenas nos estados Unidos, a Smithfield espalhou as suas operações por vários países, incluindo Portugal.

Fonte: "Comer Animais" - J.S.F.

COMO SÃO CRIADOS OS FRANGOS?

Pegue numa folha A4, imagine uma ave adulta em cima da folha. Imagine 33 mil desses retângulos numa grelha. Cerque a grelha com paredes sem janelas e coloque um telhado por cima. Ligue sistemas de alimentação (com drogas), água, aquecimento e ventilação automáticos. São as instalações de criações de aves.


Os músculos e os tecidos gordos dos recém-criados frangos de carne crescem significativamente mais depressa que os ossos, o que leva a deformações e a enfermidades. Entre 1 e 4% dos frangos vão morrer a contorcer se com convulsões devido à síndrome de morte súbita, um problema virtualmente desconhecido fora da pecuária industrial.
Os frangos de carne são deixados com as luzes acesas vinte e quatro horas por dia durante a primeira semana de vida dos pintos. Depois apagam um pouco as luzes, dando-lhes umas quatro horas de escuridão por dia - o tempo de sono suficiente para que os animais sobrevivam. É claro que os frangos vão enlouquecer, caso sejam obrigados a viver em condições tão pouco naturais durante muito tempo - a iluminação e a compactação, o fardo que são os corpos grotescos. Escusado será dizer que amontoar aves deformadas, drogadas e excessivamente stressadas num espaço imundo e forrado de excrementos não é muito saudável. Além de deformações, as lesões oculares, a cegueira, as infecções bacterianas nos ossos, as vértebras deslocadas, a paralisia, as hemorragias internas, a anemia, as tendinites, as pernas e os pescoços torcidos, as doenças respiratórias e os sistemas imunitários enfraquecidos são problemas frequentes e duradouros na pecuária industrial.
Estudos cientificos sugerem que praticamente todos (+ de 95%) os frangos desenvolvem infecções E.Coli e entre 39 a 75% dos frangos à venda nas lojas continuam infectados. Cerca de 8% das aves desenvolvem infecções com salmonela. Cerca de 70% a 90% estão infectados com outro elemento patológico potencialmente mortífero, o Campy lo bacter. Usam-se comumente banhos de cloro para remover a sujidade, o odor e as bactérias.
É claro que os consumidores poderiam repara que os seus frangos não sabem muito bem (recheados de drogas, infestados de doenças e contaminados com excrementos) - mas as aves serão injetadas (ou de alguma maneira enchidas) com "caldos" e soluções salinas que lhes dão o aspeto, o cheiro e o sabor que esperamos encontrar no frango.

Concluída a fase de criação, chegou a altura do "processamento".

Primeiro será preciso encontrar continuamente trabalhadores, já que a taxa de rotatividade costuma ultrapassar os 100%. Normalmente dá-se primazia aos estrangeiros ilegais ou imigrantes pobres. São pagos com um salário mínimo, para agarrarem nas aves - segurando 5 de cada vez pelas patas - e colocá-los nos caixotes de transporte. O ritmo esperado é de 150 frangos encaixotados em 3,5 minutos por cada operário. As aves serão tratadas com brusquidão e segundo relato dos trabalhadores, é normal sentirem os ossos das aves partirem-se nas suas mãos.

Os caixotes são carregados em camiões. As variações de temperatura são ignoradas e as aves não recebem comida nem água, mesmo que a fábrica fique à quilómetros de distância. Ao chegar às instalações, outros trabalhadores irão prender as aves que serão penduradas de cabeça para baixo pelas patas com grilhões metálicos num sistema de transporte. Vão fraturar-se mais ossos. Muitas vezes, os gritos das aves e o bater de asas são tão intensos que os trabalhadores não conseguem ouvir a pessoa a seu lado na linha de processamento. Normalmente as aves defecam com o sofrimento e o terror.




O sistema de transporte arrasta as aves por um banho de água eletrificada. O mais provável é que isso as paralise mas não as vai deixar insensíveis. Alguns países (nomeadamente europeus) exigem que os frangos fiquem inconscientes ou sejam mortos antes do sangramento e da fervura. Por vezes, as aves ainda tem controlo sobre o corpo para abrir lentamente o bico como se tentasse gritar.

A paragem seguinte na linha de processamento será o cortador automático de pescoços. O sangue irá escorrer lentamente da ave, a menos que se falhem as artérias relevantes, algo que ocorre com frequência. Será preciso que alguns trabalhadores fiquem de reserva no abate para cortar o pescoço das aves a que a máquina falhou. A menos que também eles falhem as aves, algo que também costuma ocorrer. Algumas aves chegam vivas e conscientes ao tanque de escalda. Como as fezes na pele e penas acabam por ir parar aos tanques, as aves saem de lá repletas de elementos patogénicos que inalaram ou absorveram através da pele ( a água aquecida dos tanques ajuda a abrir os poros da ave).



Depois de as cabeças terem sido arrancadas e as patas cortadas, os corpos são abertos mecanicamente com uma incisão vertical e as entranhas são removidas. É frequente a contaminação ocorrer nesta fase, já que as máquinas de alta velocidade costumam rasgar os intestinos, liberando fezes para as cavidades dos corpos das aves.
"Todas as semanas, milhões de frangos a deitar pus amarelo, manchados por fezes verdes, contaminados com bactérias prejudiciais, ou afetados por infecções pulmonares e cardíacas, tumores cancerígenos ou problemas de pele, são expedidos para serem vendidos aos consumidores", afirmou o jornalista Scott Bronstein, numa série de artigos sobre a inspeção de aves de criação.
Depois os frangos seguem para um enorme tanque de água refrigerada, onde milhares de aves são arrefecidas ao mesmo tempo.




A vastidão da industria de aves de criação significa que a haver algo de errado com o sistema, há algo de terrivelmente errado com o nosso mundo. Hoje em dia criam-se todos os anos sies mil milhões de frangos em condições semelhantes, na União Europeia, cinquenta mil milhões em todo o mundo. Todos os anos, cinquenta mil milhões de aves são obrigadas a viver e a morrer desta forma.







Fonte: "Comer Animais" - Jonathan Safran Foer




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