Mostrar mensagens com a etiqueta GALINHAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta GALINHAS. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estas galinhas viviam em gaiolas tão pequenas que não conseguiam nem abrir as asas.Veja-as a sentirem a terra e experimentarem a liberdade pela primeira vez na vida

Imagine o que devem sentir animais vítimas de abuso e de cativeiro que recebem seu primeiro gosto de liberdade depois de serem resgatados. É muito incrível ver a reação deles, como estas galinhas, que aparecem neste vídeo tocando a Terra pela primeira vez. 

"Animal Place" resgatou estas 500 galinhas de uma fazenda de gaiolas em bateria. Anteriormente, elas haviam passado um ano suspensas acima do solo em gaiolas onde não podiam nem abrir suas asas. Isto é o habitual para galinhas poedeiras. Na verdade, as galinhas produtoras de ovos são um dos animais mais abusados ​​sistematicamente no mundo. Elas estão confinadas durante a totalidade das suas vidas curtas em gaiolas de bateria que alojam entre cinco a 10 aves em um espaço que é menor que o tamanho de uma folha de papel normal.

É extremamente inspirador assistir estas galinhas a serem resgatadas para viverem vidas plenas em liberdade.



http://www.onegreenplanet.org/news/battery-cage-hens-feel-earth/

domingo, 20 de abril de 2014

O preço de consumir frango: pintinhos fervidos/triturados vivos

Cruelty to Baby Chicks at “Humane” Hatchery Exposed

Esta semana,  Mercy for Animals ( MFA ) Canadá, divulgou um vídeo secreto desolador filmado num aviário que revela violentos maus tratos a pintos recém-nascidos e o real custo do consumo de frango.

De fevereiro a março deste ano , um investigador disfarçado para MFA documentou crueldade e negligência no Horizon Poultry,  um aviário em Hanover , Ontário que vende frango sob marcas como Schneiders , Maple Leaf Seleções naturais e Maple Leaf Prime.

Em vez de serem acolhidos para o mundo por suas mães que iriam proteger e alimentá-los , estes  frágeis pequenos recém-nascidos nascem num mundo frio de máquinas onde vão ser  manipulados sem o menor cuidado por trabalhadores.

O vídeo mostra funcionários jogando filhotes em toda a sala e arremessando -os em cestas , pintinhos feridos deixados a sofrer , pintinhos vivos serem enviados para uma máquina de lavar roupa escaldante onde eles são queimados e afogados e cestos cheios de filhotes sendo despejados em Trituradores sobrecarrega-
dos onde são triturados vivos.

Enquanto isso, ouve-se os trabalhadores rindo e fazendo comentários insensíveis sobre o que está acontecendo , incluindo "Ha ha! Tantos pássaros  a serem  mutilados ! " e " Eles fervem . Não tenho mais nenhuma simpatia por eles. "

A empresa emitiu a declaração típica pós investigação sob disfarce para CBC News afirmando que as declarações " não refletem os valores dos nossos trabalhadores ou cultura, e seus comentários violam nosso programa de bem-estar animal" e que a empresa está " revisando procedimentos e práticas neste local para assegurar que os pintos vivos são removidos com segurança em todos os momentos , como deveriam ser . "

Infelizmente para aqueles que sobrevivem , seu sofrimento não vai acabar depois de sair da incubadora e serão compartilhados por milhões de outros animais. Esta investigação vem apenas algumas semanas depois de uma outra de Perus híbridos , que também fornece Maple Leaf Foods , onde foi exposto um abuso flagrante dos pássaros.

Embora essas investigações sejam perturbadoras e difíceis de assistir , elas prestam um serviço tanto para os animais que vivem por trás das portas fechadas em fazendas quanto aos consumidores , continuando a trazer questões éticas na pecuária para a ribalta pública. A MFA apresentou uma queixa junto da Sociedade de Ontário para a Protecção dos Animais, que é responsável por fazer cumprir as leis de crueldade contra animais, mas muito do que é visto no vídeo e outros como ele é considerado uma prática padrão da indústria.

Embora jogar pintinhos vivos numa máquina que vai moer -los seja repugnante e desumano , é considerado uma pratica normal, como muitas outras em relação aos animais de criação.

Pelos porcos, galinhas , vacas , perus e qualquer outra criatura que se tenha tornado uma mercadoria , essas são as coisas que precisamos pensar quando decidimos se devemos ou não continuar a consumir produtos de origem animal , e eles são exatamente o tipo de coisas que a indústria não quer ninguém pensando .

Enquanto as empresas continuam a emitir declarações , argumentando que as imagens á paisana são fora de proporção , fora de contexto , ou simplesmente estão mostrando incidentes isolados , tem havido demasiados casos para levar essas reivindicações , mesmo que remotamente a sério. O que essas investigações estão trazendo à luz também mostram a necessidade de combater com veemência as leis da mordaça ag que continuam surgindo com a intenção de parar denunciantes de expor esses abusos e protegendo o agronegócio de responsabilidade nestes casos.

Enquanto isso, o MFA está lembrando a todos nós que podemos acabar com a crueldade simplesmente mudando nossos hábitos e adotar estilos de vida de compaixão que não envolvam o consumo de produtos de origem animal.

Cuidado: Imagens gráficas











http://www.care2.com/causes/the-true-cost-of-eating-chicken-new-footage-shows-baby-chicks-being-boiled-alive.html

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SOMOS TODOS DE CARNE

Não imagina uma refeição sem carne? Então é melhor se informar e comer melhor23.08.2011 | Texto: Lia Hama
David Sayeg/ www.flickr.com/davidyesai
Comer carne, um ato aparentemente banal, traz uma série de implicações para a saúde das pessoas, o meio ambiente e o bem-estar dos animais que muitas vezes nem passam pela cabeça de quem consome. Mas nem tudo está perdido... Ainda. informe-se e coma melhor
Quando compramos uma bandeja de carne no supermercado ou pedimos um inocente hambúrguer, pouca gente se dá conta de que ali está um pedaço de um animal. E que aquela refeição tem cada vez mais impacto no meio ambiente. Foi-se o tempo em que a maioria da carne vinha de fazendas onde os animais eram criados soltos e podiam, bem ou mal, viver como sua espécie deveria viver. O que comemos hoje na maior parte é fruto de uma criação em escala industrial, na qual os animais são geneticamente preparados, têm a mobilidade restrita em confinamentos superlotados e estressantes e recebem uma dieta carregada de aditivos. A produção, o tratamento e o abate muitas vezes são feitos de maneira cruel e dolorosa. Informações que passam bem longe de cardápios e rótulos. “A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra”, diz Jonathan Safran Foer no livro Comer animais (ed. Rocco), em que relata como funciona a produção da carne em escala industrial. Como muitos que decidiram explorar o assunto, virou vegetariano convicto. A seguir, reunimos dados que mostram o que está por trás dos pedaços de animais oferecidos em restaurantes e supermercados. Não consegue, nem quer, viver sem carne? Tudo bem. Mas é bom que saiba o que isso significa. Para você e para o resto do planeta.
 Cérebro de porco
Angelo Christo/ Corbis/ Latinstock
Cérebro de porco

Considerados bichos inteligentes e sensíveis, os porcos têm um grau mais alto de autoconsciência e maior capacidade de interação do que certos humanos com lesões cerebrais ou em estado de senilidade.
Porcos têm linguagem. Com frequência atendem quando são chamados (pelos humanos e pelos outros porcos), gostam de brinquedos (e têm seus favoritos) e são capazes de jogar videogames com controles adaptados aos focinhos.
Porcos de granja normalmente são abatidos quando chegam a cerca de 100 kg. Se continuassem a viver, poderiam passar dos 350 kg.
Por conta própria, os leitões tendem a ser desmamados com cerca de 15 semanas, mas nas granjas industriais eles são desmamados com 15 dias. Com essa idade, não conseguem digerir direito comida sólida, por isso recebem remédios contra diarreia.
Uma série de antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos na comida dos animais mantém a maioria deles viva até o abate, a despeito das condições de higiene e confinamento em que são mantidos.
Não é incomum porcos aguardando o abate terem ataques cardíacos ou perderem a capacidade de se locomover.
Com 38 milhões desses animais, o Brasil é o quinto maior produtor de carne suína do mundo, atrás de China, EUA, Alemanha e Espanha.
Criações de Porcos em extremo confinamento são laboratórios ideais para o aparecimento de novos vírus que podem nos infectar. Infectologistas apontam que as criações intensivas de porcos e frangos são as mais perigosas fontes de vírus potencialmente letais aos humanos.
 Atum
Lester Lefkowitz/ Corbis/ Latinstock
Atum

A pesca de atum provoca a morte de outras 145 espécies capturadas por acidente, incluindo baleias, tubarões, arraias e tartarugas. Para produzir cada prato de sushi de atum é necessário outro prato de 1,5 m de diâmetro para conter todos os animais que foram mortos “sem querer” durante a pesca.

De cada dez atuns, tubarões e outros grandes peixes que viviam nos oceanos há cem anos sobrou apenas um. Muitos cientistas preveem o colapso de todas as espécies - alvos de pesca em menos de 50 anos.

Antigamente os pescadores localizavam os cardumes de atum e então os puxavam no braço, um por um, com vara, linha e gancho. Hoje isso é passado, são usadas pesca de arrastão ou espinhel.

1,4 bilhão de anzóis são lançados por ano com espinhel (em cada um é usado como isca carne de peixe, lula ou golfinho).

Quase todos os peixes e frutos da pesca hoje contêm traços de mercúrio, metal tóxico que se acumula no organismo dos animais (humanos também) e pode afetar o sistema nervoso e causar demência. O risco varia de acordo com a quantidade e a espécie de peixe consumida.

Quanto maior o peixe e quanto mais tempo ele tiver de vida maiores são as chances de acumular o metal. Segundo a FDA (agência que controla alimentos e medicamentos dos EUA), tubarão, peixe-espada e cavalinha são espécies que devem ser evitadas.

A maioria do salmão que comemos vem da aquicultura. Uma fonte de problemas nessa atividade é a presença abundante de parasitas que prosperam em águas não correntes – em número 30 vezes maior do que o normal.
 
Elohim Barros/ www.flickr.com/elohimbarros

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e possui o segundo maior rebanho, com 205 milhões de bois e vacas – mais do que um animal por habitante. O rebanho só fica atrás do da Índia, onde é proibido matar vacas.
A pecuária é a causa número um das mudanças climáticas. Estudos da ONU apontam que o setor é responsável por 18% das emissões de gás estufa, 40% a mais que todos os meios de transporte do mundo – carros, caminhões, trens e navios – juntos.
O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases de efeito estufa, principalmente por causa das queimadas e do desmatamento da Amazônia. A criação de bovinos é responsável por 80% do desmatamento da floresta brasileira, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Nos anos recentes, a cada 18 segundos 1 hectare da Amazônia foi convertido em pasto.
O maior consumidor mundial de carne bovina são os Estados Unidos, seguidos de União Europeia e Brasil. Segundo o IBGE, cada brasileiro consome em média 34,7 quilos de carne bovina por ano.
Para produzir 1 quilo de carne de boi são necessários 15 mil litros de água. A produção de 1 quilo de arroz consome 3 mil litros de água.
Por meio de arrotos e flatulências, o boi libera metano, um gás com potencial de efeito estufa 20 vezes maior do que o dióxido de carbono.
Um dos principais alvos de críticas dos grupos de defesa dos animais é a produção da vitela, a carne de bezerros. Sua maciez e brancura vêm do fato de que os animais são alimentados apenas com leite e criados em baias minúsculas, que os impedem de se locomover e criar músculos.
 
The Scruffy Dog Barkery

Produtores de ovos muitas vezes manipulam a comida e a luz a fim de aumentar a produtividade. O objetivo é reprogramar o relógio biológico das galinhas para que comecem a pôr os ovos mais cedo. Galinhas criadas em escala industrial põem mais de 300 ovos por ano – duas ou três vezes mais do que na natureza.
A maioria dos filhotes machos das galinhas poedeiras é destruída por não terem “valor comercial”. Boa parte dos pintinhos é sugada por canos até uma placa eletrificada. Outros são enviados para trituradores.
Na produção industrial, a galinha não é criada de forma livre – não pode andar, ciscar e reproduzir seu comportamento natural. Muitas vezes até quatro animais são colocados numa mesma gaiola de meio metro quadrado. O estresse do confinamento e da superlotação provoca o canibalismo. Para não correr o risco de uma galinha devorar a outra, os bicos são cortados desde cedo.
Assim como os porcos, aves criadas dessa forma industrial são focos para o aparecimento de novos vírus que podem infectar o homem.
As galinhas de antigamente tinham uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, mas o frango de corte moderno é abatido em seis semanas.


O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, atrás dos EUA e da China. Em 2009 foram abatidos 4,7 bilhões de frangos no país.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

GALINHAS: MAIS INTELIGENTES QUE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS


 The author, with Catalina, a very bright bird.
Jo-Anne MCArthur


Friedrich: Galinhas vêm quando chamamo-las pelo nome, fazem contas e muito mais. Devemos realmente comê-las? 

Na Farm Sanctuary, temos vindo a prestar cuidados ao longo da vida para frangos há mais de 25 anos, e temos vindo a entendê-los como indivíduos com interesses, desejos e personalidades - assim como os cães e gatos que a maioria dos americanos conhece um pouco melhor.

Alguns são tímidos, outros gregárioS. Como os cães, eles sabem seus nomes e eles vêm quando são chamados.

Nós temos vindo a partilhar as nossas histórias de frangos durante décadas, mas agora, pesquisadores da Universidade de Bristol provaram cientificamente o que nós sabemos por experiência própria - que as galinhas podem muito bem ser os animais mais inteligentes do curral. Em alguns testes científicos, elas superam crianças humanas.

Isso mesmo: em vários testes de sofisticação cognitiva e comportamental, as galinhas não superam apenas cães e gatos, mas crianças humanas de quatro anos de idade.

Explica a Dra. Christine Nicol da Universidade de Bristol, autora do artigo de revisão intitulado The Hen inteligente (A galinha inteligente), estudos ao longo dos últimos 20 anos ... revelaram a suas capacidades sensoriais finamente afiada, sua capacidades de pensar, fazer inferências, aplicar a lógica e planejar com antecedência. "

O documento inclui dezenas de exemplos da complexidade cognitiva, comportamental e emocional em galinhas-exemplos de animais que exibem capacidades que não podem ser explicados por simples instinto.

Como apenas alguns exemplos:

Galinhas exibem "flexibilidade comportamental." Por exemplo, às galinhas foram dadas alimentos saborosos e intragáveis em tigelas de cores diferentes. Em seguida, os pesquisadores ofereceram comida para os filhotes de galinha, mas as cores para os bons e maus alimentos foram trocados. As galinhas advertiram seus filhotes a não comerem o que elas pensavam ser a comida ruim.

Nicol, explica: "Para avaliar a escolha de alimentos dos pintos, relacioná-la com o que ela sabe, e incentivar os filhotes para mudar a sua preferência alimentar exige grande capacidade cognitiva, como a galinha deve sintetizar todas essas informações e responder em um cenário que ela não tenha encontrado antes. "

Galinhas também tem a capacidade de adiar a gratificação, o que mostra uma capacidade de "perceber e processar tempo e aplicar este à sua situação atual , bem como para demonstrar  "auto-controlo".

Em um experimento, os frangos foram ensinados que, se eles recusarem a recompensa alimentar no presente, eles vão receber mais comida mais tarde. Noventa e três por cento dos pássaros optaram por esperar algo que os humanos também fariam.

Nicol oferece dezenas de exemplos que mostram que as galinhas têm capacidades complexas no que diz respeito à empatia, navegação, comunicação, interação social, inferência transitiva (descobrir que, se A é maior que B e B é maior que C, então A é maior que C) , entendendo "permanência do objeto", e até mesmo aprendendo aritmética básica.

Será que o nosso conhecimento crescente sobre as diversas personalidades e sofisticação cognitiva das galinhas irá mudar a forma como lidamos com elas?

Atualmente, centenas de milhões de aves nos Estados Unidos estão amontoadas em pequenas jaulas onde elas não podem sequer virar-se confortavelmente ou espalhar suas asas, durante a vida inteira. Assim como cães ou gatos em condições similares, sofrem aflição psicológica extrema, e seus músculos e ossos atrofiam.

Há alguma esperança: A legislação aprovada na Califórnia e Michigan, em breve banirá esses sistemas e legislação semelhante está pendente em Massachusetts e Nova York.

Mas, ainda mais importante, poderão americanos fazerem diferentes opções de refeições, uma vez que eles percebam que as galinhas são mais espertas e possuem comportamentos mais complexos do que o cão ou gato da família?

Quando Cameron Diaz soube que os porcos são mais inteligentes do que crianças humanas de três anos de idade, explicou a Jay Leno que ela teve que parar de comê-los, porque seria "como comer minha sobrinha."

Será que o fato de comer galinhas envolver comer indivíduos não menos únicos e merecedores de nossa compaixão do que o seu cão da família ou gato te incomoda? Se assim for, você pode querer dar uma chance ao vegetarianismo.

Friedrich trabalha para o Farm Sanctuary, uma organização nacional de protecção dos animais.


BY BRUCE FRIEDRICH / NEW YORK DAILY NEWS


Read more: http://www.nydailynews.com/opinion/chickens-smarter-four-year-old-article-1.1428277#ixzz2cFuyHspk



domingo, 11 de agosto de 2013

COMO SÃO CRIADOS OS FRANGOS?

Pegue numa folha A4, imagine uma ave adulta em cima da folha. Imagine 33 mil desses retângulos numa grelha. Cerque a grelha com paredes sem janelas e coloque um telhado por cima. Ligue sistemas de alimentação (com drogas), água, aquecimento e ventilação automáticos. São as instalações de criações de aves.


Os músculos e os tecidos gordos dos recém-criados frangos de carne crescem significativamente mais depressa que os ossos, o que leva a deformações e a enfermidades. Entre 1 e 4% dos frangos vão morrer a contorcer se com convulsões devido à síndrome de morte súbita, um problema virtualmente desconhecido fora da pecuária industrial.
Os frangos de carne são deixados com as luzes acesas vinte e quatro horas por dia durante a primeira semana de vida dos pintos. Depois apagam um pouco as luzes, dando-lhes umas quatro horas de escuridão por dia - o tempo de sono suficiente para que os animais sobrevivam. É claro que os frangos vão enlouquecer, caso sejam obrigados a viver em condições tão pouco naturais durante muito tempo - a iluminação e a compactação, o fardo que são os corpos grotescos. Escusado será dizer que amontoar aves deformadas, drogadas e excessivamente stressadas num espaço imundo e forrado de excrementos não é muito saudável. Além de deformações, as lesões oculares, a cegueira, as infecções bacterianas nos ossos, as vértebras deslocadas, a paralisia, as hemorragias internas, a anemia, as tendinites, as pernas e os pescoços torcidos, as doenças respiratórias e os sistemas imunitários enfraquecidos são problemas frequentes e duradouros na pecuária industrial.
Estudos cientificos sugerem que praticamente todos (+ de 95%) os frangos desenvolvem infecções E.Coli e entre 39 a 75% dos frangos à venda nas lojas continuam infectados. Cerca de 8% das aves desenvolvem infecções com salmonela. Cerca de 70% a 90% estão infectados com outro elemento patológico potencialmente mortífero, o Campy lo bacter. Usam-se comumente banhos de cloro para remover a sujidade, o odor e as bactérias.
É claro que os consumidores poderiam repara que os seus frangos não sabem muito bem (recheados de drogas, infestados de doenças e contaminados com excrementos) - mas as aves serão injetadas (ou de alguma maneira enchidas) com "caldos" e soluções salinas que lhes dão o aspeto, o cheiro e o sabor que esperamos encontrar no frango.

Concluída a fase de criação, chegou a altura do "processamento".

Primeiro será preciso encontrar continuamente trabalhadores, já que a taxa de rotatividade costuma ultrapassar os 100%. Normalmente dá-se primazia aos estrangeiros ilegais ou imigrantes pobres. São pagos com um salário mínimo, para agarrarem nas aves - segurando 5 de cada vez pelas patas - e colocá-los nos caixotes de transporte. O ritmo esperado é de 150 frangos encaixotados em 3,5 minutos por cada operário. As aves serão tratadas com brusquidão e segundo relato dos trabalhadores, é normal sentirem os ossos das aves partirem-se nas suas mãos.

Os caixotes são carregados em camiões. As variações de temperatura são ignoradas e as aves não recebem comida nem água, mesmo que a fábrica fique à quilómetros de distância. Ao chegar às instalações, outros trabalhadores irão prender as aves que serão penduradas de cabeça para baixo pelas patas com grilhões metálicos num sistema de transporte. Vão fraturar-se mais ossos. Muitas vezes, os gritos das aves e o bater de asas são tão intensos que os trabalhadores não conseguem ouvir a pessoa a seu lado na linha de processamento. Normalmente as aves defecam com o sofrimento e o terror.




O sistema de transporte arrasta as aves por um banho de água eletrificada. O mais provável é que isso as paralise mas não as vai deixar insensíveis. Alguns países (nomeadamente europeus) exigem que os frangos fiquem inconscientes ou sejam mortos antes do sangramento e da fervura. Por vezes, as aves ainda tem controlo sobre o corpo para abrir lentamente o bico como se tentasse gritar.

A paragem seguinte na linha de processamento será o cortador automático de pescoços. O sangue irá escorrer lentamente da ave, a menos que se falhem as artérias relevantes, algo que ocorre com frequência. Será preciso que alguns trabalhadores fiquem de reserva no abate para cortar o pescoço das aves a que a máquina falhou. A menos que também eles falhem as aves, algo que também costuma ocorrer. Algumas aves chegam vivas e conscientes ao tanque de escalda. Como as fezes na pele e penas acabam por ir parar aos tanques, as aves saem de lá repletas de elementos patogénicos que inalaram ou absorveram através da pele ( a água aquecida dos tanques ajuda a abrir os poros da ave).



Depois de as cabeças terem sido arrancadas e as patas cortadas, os corpos são abertos mecanicamente com uma incisão vertical e as entranhas são removidas. É frequente a contaminação ocorrer nesta fase, já que as máquinas de alta velocidade costumam rasgar os intestinos, liberando fezes para as cavidades dos corpos das aves.
"Todas as semanas, milhões de frangos a deitar pus amarelo, manchados por fezes verdes, contaminados com bactérias prejudiciais, ou afetados por infecções pulmonares e cardíacas, tumores cancerígenos ou problemas de pele, são expedidos para serem vendidos aos consumidores", afirmou o jornalista Scott Bronstein, numa série de artigos sobre a inspeção de aves de criação.
Depois os frangos seguem para um enorme tanque de água refrigerada, onde milhares de aves são arrefecidas ao mesmo tempo.




A vastidão da industria de aves de criação significa que a haver algo de errado com o sistema, há algo de terrivelmente errado com o nosso mundo. Hoje em dia criam-se todos os anos sies mil milhões de frangos em condições semelhantes, na União Europeia, cinquenta mil milhões em todo o mundo. Todos os anos, cinquenta mil milhões de aves são obrigadas a viver e a morrer desta forma.







Fonte: "Comer Animais" - Jonathan Safran Foer




sábado, 20 de julho de 2013

A CRUEL INDÚSTRIA DOS OVOS






Inteligência das Galinhas


Normalmente quando se fala em galinhas, a grande maioria das pessoas não faz a menor ideia da inteligência que esses animais possuem. Também neste campo se verificou uma revolução no entendimento científico. A Dr. Lesley Rogers, uma destacada fisióloga animal, descobriu a lateralização do cérebro das aves - a separação do cérebro em hemisférios esquerdo e direito, com diferentes especializações - numa altura em que se acreditava que isto era uma propriedade única do cérebro humano. (Os cientistas acreditam agora que a lateralização está presente em todo reino animal). Com um acumulado de quarenta anos de experiência em pesquisas, Rogers argumenta que o nosso atual conhecimento sobre o cérebro das aves deixou "claro que as aves possuem capacidade cognitiva equivalente às dos mamíferos e até mesmo às dos primatas". Diz que as aves apresentam uma memória sofisticada que é "registada segundo algum tipo de sequencia cronológica que se torna uma autobiografia única". Tal como os peixes, as galinhas transmitem informação entre gerações. Também se enganam umas ás outras e podem adiar a satisfação tendo em vista recompensas maiores.




Em 2005 peritos científicos de todo o mundo reuniram-se para dar início ao processo de renomear as partes do cérebro aviário, à luz da nova percepção de que os cérebros das aves processam a informação de uma maneira análoga à do córtex cerebral humano.


GALINHAS POEDEIRAS



A gaiola típica das galinhas poedeiras destina a cada animal 430 centímetros quadrados de espaço - aproximadamente a dimensão de uma folha de papel A4. Essas gaiolas são empilhadas a uma altura de três a nove camadas - o Japão tem a maior unidade de criação em bateria, com dezoito gaiolas empilhadas - em armazéns sem janelas.





Imaginemo-nos num elevador apinhado, a ponto de não sermos capazes de nos virar sem bater (e irritar) no nosso vizinho. O elevador está tão lotado que muitas vezes somos erguidos no ar. Isso acaba por ser uma espécie de vantagem, já que o piso inclinado é feito de arame, que se enterra em nossos pés.
Depois de algum tempo, quem se encontra no elevador vai perder a capacidade de trabalhar pelo interesse do grupo. Alguns irão tornar-se violentos; outros enlouquecerão. Outros ainda privados de alimentos, desenvolverão tendências canibais.
Não há tréguas, não há alívio. Não vai aparecer nenhum técnico de manutenção. As portas irão abrir-se uma vez no final da nossa vida, para a viagem até ao último local pior.(ver processamento).






Segundo a indústria, existem dois tipos de galinhas - de carne e poedeiras. Chamamos  
galinhas a ambos os tipos mas elas apresentam corpos e metabolismos profundamente diferentes. As poedeiras "põem" ovos. Os frangos de carne produzem carne. Antigamente as galinhas tinham uma esperança de vida de quinze a vinte anos mas o frango de carne moderno é regra geral abatido às seis semanas. A taxa de crescimento aumentou 400%.



O QUE ACONTECE À TODOS OS PINTOS MACHOS DAS POEDEIRAS?

Todos os machos (uma vez que não servem para pôr ovos nem foram moldados para fornecerem carne), são destruídos.



A maior parte são destruídos sendo sugados através de uma série de tubos até uma placa electrificada. Alguns são lançados para grandes contentores de plástico. Os animais mais fracos são esmagados no fundo, onde sufocam lentamente. os mais fortes sufocam lentamente no cimo. 



Outros ainda são enviados totalmente conscientes através de tanques de maceração (imaginem um triturador de madeira cheio de pintos).









Os produtores de ovos manipulam o alimento e a luz para ativar o relógio interno dos aves para que comecem a por os valiosos ovos mais cedo e, acima de tudo, ao mesmo tempo:



"Assim que as fêmeas chegam a um estado de maturidade - são colocadas em celeiros e baixa-se as luzes vinte e quatro horas por dia. Depois iniciam uma dieta muito baixa em proteínas, uma dieta em que quase morrem de fome. Isso durante duas a três semanas. Depois acendem luzes dezasseis horas por dia, ou vinte, com as galinhas, para que elas pensem que estão na primavera, e dão inicio a uma alimentação rica em proteínas. As aves começam de imediato a por ovos. Ao controlar a luz, a alimentação e a altura em que comem, a industria pode obrigar as aves a pôr ovos o ano inteiro. E é isso que fazem. Os perus põem agora 120 ovos por ano e as galinhas mais de 300. São duas ou mesmo três vezes mais que na natureza. Depois desse primeiro ano são abatidas, porque já não vão por a mesma quantidade de ovos no segundo ano - é mais barato abatê-las e começar tudo de novo do que alimentar e alojar aves que põem menos ovos. Em grande medida é por causa dessas praticas que a carne das aves de criação é tão barata atualmente, mas as aves sofrem por isso.


AO AR LIVRE


O rótulo "criado ao ar livre" é uma treta. Não nos deveria tranquilizar mais do que "natural" ou "fresco" ou "mágico".
Por serem considerados criados ao ar livre, os frangos produzidos para acrene devem ter "acesso ao exterior", algo que, se tomarmos essas palavras à letra não significa nada. (Imaginem uma unidade com trinta mil frangos, com uma pequena porta nas extremidades a dar acesso a um pequeno quadrado de terra batida com metro e meio de lado - e em que a porta está sempre fechada, salvo raras ocasiões).


Com frequência, os ovos das galinhas criadas de forma intensiva - galinhas amontoadas em vastos celeiros vazios - são etiquetados como sendo de galinhas criadas ao ar livre. Podemos ter a certeza quase absoluta de que a maior parte das galinhas poedeiras criadas "ao ar livre" (ou "sem gaiolas") não tem bico, são drogadas e abatidas cruelmente assim que estão "gastas".





Fonte: "Comer Animais", Jonathan S. F.

Fotos tiradas da internet.

domingo, 12 de maio de 2013

GALINHAS





- Animais curiosos e inteligentes

- Entendem conceitos intelectuais sofisticados, aprendem através da observação, são capazes de demonstrar auto-controlo, preocupam-se com o futuro, e os seus conhecimentos evoluem de geração para geração

- São capazes de distinguir indivíduos humanos e são capazes de aprender com os membros da sua espécie




- Cada galinha tem uma personalidade diferente da outra, umas são mais medrosas, outras mais tímidas e observadoras, algumas gostam da companhia dos humanos, outras são um pouco mais agressivas




- Gostam de tomar banhos de terra – para se limparem – cacarejar em cima das árvores e apanhar banhos de sol.





- Se tiverem oportunidade para o fazer passam até 90% do seu tempo a explorar o solo e a debicar






- Em liberdade, tanto as galinhas como os galos fogem aos seus inimigos, formam amizades intensas, protegem as suas crias e saúdam a alvorada com o seu canto. É esta a vida que lhes está destinada





Temos tendência para pensar nas galinhas como aves que vivem em quintais, com uma vida sossegada e muito sol na companhia das famílias que, por pura gratidão de vez em quando põem um ovo para consumo humano. Acontece que não é assim que vivem 99% das galinhas.







As galinhas poedeiras são criadas para produzir o máximo de ovos, mas o que produzem mais são pilhas de nervos, já sem metade das suas penas que perdem ao abrir e fechar as asas contra as gaiolas. Alguns produtores livram-se das velhas galinhas sufocando-as com sacos de plástico ou em enormes contentores de lixo. Algumas das praticas habituais são francamente cruéis e ops produtores tornaram-se insensíveis ao sofrimento.













Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...